Semana passada indo trabalhar de bicicleta, fui pensando no caminho e tive a idéia para esse post. Após ler o “desabafo” (clique aqui) do nosso amigo de blog, resolvi terminar de escrevê-lo.

Não me lembro ao certo agora porque pensei em escrever sobre isso, mas provavelmente foi desencadeado por alguma atitude estúpida feita por um ser humano.

Todos sabem que estamos na era da informação, onde em cada esquina tropeçamos com milhares de toneladas de informação:  ao acordarmos ligamos a tv e vemos notícias nos telejornais, nos nossos celulares recebemos mensagens do twitter, temos acesso a blogs, sites de notícias, emails informativos, livros cada vez mais populares, etc…

Nesse novo mundo, onde qualquer informação é fácil de ser encontrada (vide a grande wikipedia) é fácil achar pessoas bem informadas e sincronizadas com o que está acontecendo com o mundo. Porém, também é fácil achar especialistas em tudo. Nesse novo mundo bem informado, os sabichões crescem cada vez mais, cada vez mais aquela informação que deveria ser transmitida com cautela e ter sido bem explicada, por estar ao acesso de todos, as pessoas não dão a devida atenção.

Exemplo (e agora me dei conta que esse foi o primeiro motivo para ter escrito isso):

Há 20 anos atrás eu era bem pequeno, mas tenho uma série de memórias úteis daquela época. Lembro-me bem que muitas profissões eram diferentes e tinham o valor diferente das de hoje, afinal de contas, existiam muito menos profissionais, existiam menos faculdades, menos pessoas especializadas.

Os médicos por exemplo, existiam poucos, hoje há muito mais médicos, por conseqüência lógica há mais médicos despreparados que antes, talvez mais do que deveria, mas não vou entrar nos méritos dessa profissão, vou falar de outra.

Os motoristas do transporte público. Antigamente os motoristas de ônibus, não sei se por um treinamento melhor, ou pelo fato de as profissões serem mais valorizadas, ou pela própria falta de acesso a informação, os motoristas prezavam pela própria profissão e a executavam como ela deveria ser. Hoje existem as famigeradas lotações (ou os ônibus de cooperativa), onde parece que qualquer um dirige um veículo grande como aquele e carrega a responsabilidade de muitas vidas sem apego nenhum ao que faz.

Só para pensar um pouco e concluir o post, faça um comparativo, e veja os ônibus convencionais (daqueles maiores de empresas de transporte) quantos dão seta (sinal) ao embarcar e desembarcar passageiros. Compare com os motoristas de micro-ônibus de cooperativa. Você vai perceber uma grande diferença na quantidade de sinalização.

Minha simples conclusão é que com cada vez mais gente exercendo essa profissão (e isso vale pra outras) certos tipos de conhecimento são tão “óbvios” que não precisam ser ensinados, e os sabichões simplesmente não fazem.

Não jogar lixo na rua é tão obvio, que milhões de sabichões Brasil a fora sabem que não pode, mas “esquecem”.