Quantos de nós já nos perguntamos isso, como seria nosso planeta se por algum acaso desaparecessemos da face da Terra?
Um professo de Jornalismo da Universidade do Arizona, Alan Weisman respondeu essa pergunta em seu livro “The World Without us” (O mundo sem nós, em tradução livre). No livro ele faz uma abordagem de como seria o mundo sem a presença humana e para isso ele foi a lugares aonde houve pouco ou nenhum impacto humano na natureza. Ele cita por exemplo uma floresta perto da fronteira com a Polônia e Bielo-Rússia que era usada como reserva de caça, a zona desmilitarizada entre as Coréias e alguns pontos da África.
Depois de muitas pesquisas chegou a conclusão que Manhattan por exemplo voltaria a ser uma floresta em apenas 10 anos sem humanos, sem a manutenção de edifícios e o bombeamento das águas dos rios que passam na região, a ilha logo voltaria a ser como provavelmente era quando Henry Hudson chegou lá pela primeira vez. Segundo ele rastros da humanidade perdurariam por muito tempo, como nossas sacolas plásticas, até que em algum ponto bactérias evoluíssem com a capacidade de absorver esse tipo de material.
É uma leitura interessante que foi bem resumida em uma entrevista para a Scientific American, que nos faz pensar em o quanto somos pequenos perante a complexidade da natureza. E que também abre uma visão que se com o aquecimento global e todos os “malfazeres” que estamos impondo a terra viermos a nos extinguir, depois de nossa extinção a natureza vai voltar e nós ficaremos esquecidos no passado.
Aqui uma animação da teoria de Weisman (em português)
Aqui uma cronologia dos eventos em Manhattan (em português)
Aqui a seção multimídia do site do autor (em inglês)